Aprendendo com Barack Obama – Estratégias digitais para as eleições 2010

Enquanto Hillary Clinton, esposa de um ex-presidente americano, e John McCain, um respeitado senador americano, pensavam como iriam se enfrentar na disputa eleitoral americana, surge um jovem afro-americano, nascido em Honolulu, Havaí, com sobrenome árabe, que sai do quase anonimato para tornar-se o 44º presidente americano, com uma estratégia de campanha fortemente baseada em redes sociais, mensagens de celular, voluntários e micro-financiamento.

Mas, apesar do grande feito de Barack Obama, a maioria das pessoas desconhece o que de fato aconteceu nos Estados Unidos, e o que contribuiu para a sua eleição.

O que Obama e sua equipe fizeram com redes sociais e com a tecnologia móvel, já era feito por ele quando trabalhava em Chicago como líder e advogado comunitário na década de 90: mobilizar voluntários por uma causa justa. O que ele fez em Chicago durante seis anos para pequenas comunidades, ele conseguiu reproduzir em menos de 18 meses por todo os Estados Unidos durante as prévias e, depois, na campanha presidencial.

O que de fato mudou nestes 18anos, entre sua formatura em Harvard e sua posse como Presidente dos Estados Unidos da América, foram os meios e as tecnologias, que viabilizaram a velocidade, abrangência e a eficácia necessárias para implementar aquilo que Obama sabia que funcionava com o povo americano.

O grande mérito do atual presidente americano, que mudou a forma de se fazer política no seu país – e mudará em todo o mundo – , foi o de ficar atento à evolução dos meios, mídias e tecnologias, para usá-los, assim que fosse viável e necessário, a seu favor e, mais importante, antes que seus concorrentes tivessem coragem de fazê-lo.

Pense nisso: A grande questão é estar atualizado, ter visão e coragem de implementar uma nova ação digital antes dos seus concorrentes. Esse é o diferencial competitivo do novo milênio.

Obama começou sua campanha com uma quantidade ínfima de recursos financeiros e operacionais mas, por ter adotado as tecnologias certas no momento certo, ao final da campanha já tinha captado, com doações de campanha, mais que o dobro do que seu concorrente conservador, John McCain.

Então não interessa se neste momento você é um grande político de abrangência nacional, ou um pequeno candidato de um pequeno partido, prepare-se para o que vem por aí e passe na frente de todos.

Mas vamos aos pontos fundamentais da campanha de Barack Obama e que podem ser aplicados no Brasil na campanha eleitoral de 2010:

1. Seja social: As mídias sociais permitem criar relacionamentos duradouros com uma legião de seguidores. Não se trata de invadir o Twitter ou Orkut com mensagens publicitárias, mas permitir que as pessoas se organizem e transmitam voluntariamente sua mensagem através delas. As mídias sociais permitem que você se apresente diretamente ao eleitorado, com um custo muito mais baixo e um impacto muito maior que o da publicidade tradicional. Durante a campanha eleitoral americana, a equipe de Obama esteve presente em todas as principais redes sociais, disponibilizando material e informações para os milhares de voluntários engajados na campanha. Lembre-se de que o brasileiro já passa três vezes mais tempo na Internet que na televisão, e mais de 80% dos Internautas participam de alguma redes sociais.

2. Seja ágil: O celular é um sucesso inegável, e se tornou uma plataforma móvel para interação, navegação e envio de mensagens de texto. Assim é possível criar uma estratégia de e-mail marketing móvel, ou SMS marketing, que mobilize os voluntários e o eleitorado na campanha. Não se trata de enviar mensagens não solicitadas para milhares de pessoas, mas sim de criar uma base de voluntários que pode ser acionada de forma ágil e barata. Quando Obama iniciou sua corrida eleitoral nas prévias do partido democrata ele contou com um aliado poderoso: seu BlackBerry. A equipe de Obama cadastrou milhares de voluntários e obteve seus números de celular. A partir daí usou as mensagens SMS para distribuir tarefas, que incluíam o contato com os amigos e a obtenção de novos números de celular para aumento da base de voluntários. Antes de cada prévia os celulares dos eleitores de cada região recebiam mensagens com informações das ações necessárias e o que cada um deveria fazer. A mobilização e a agilidade alcançadas com as mensagens SMS, enviadas para os telefones celulares de milhares de voluntários, foram decisivas.

3. Seja transparente: Criar um ambiente na Internet que permita ao eleitor acompanhar a campanha, contribuir para seu candidato, e interagir com o partido, leva naturalmente ao voluntariado, à transparência, e ao micro-financiamento. O site My.BarackObama.com reproduziu as ferramentas de sucesso do Facebook e serviu a dois propósitos: Criar uma estrutura de micro-financiamento, onde voluntários se dispunham a arrecadar pequenas quantias para a campanha, e criar um ambiente de divisão de tarefas e atividades, onde os voluntários sabiam o que tinham que fazer antes mesmo da chegada da comitiva e do candidato a sua cidade. Os dois juntos representaram mais da metade dos recursos da campanha de Barack Obama.

4. Comece já: Nos novos tempos da Internet o volume de informações e a velocidade de troca são imensos. Portanto não adianta começar junto com seus concorrentes. Você deve começar antes de todos, quando ninguém pensa ainda sequer em planejar ações. A campanha de Barack Obama na Internet começou muito antes das prévias do partido, e foi crescendo e ganhando velocidade. Vencer Hilary Clinton, para muitos foi uma surpresa, mas na verdade foi fruto de um trabalho iniciado muito antes de todos os outros candidatos.

5. Seja contínuo: Não seja uma onda, seja um rio. A continuidade das relações e das atividades é fundamental para o crescimento e para a manutenção de relacionamentos duradouros. Os partidos aparecem esporadicamente, e os candidatos, que não estão no poder, só aparecem durante as campanhas. Criar um movimento contínuo, que junte eleitores e voluntários em torno de suas ideias, e na sua luta, ajuda a criar uma base forte e sólida. O site My.BarackObama.com continuou a existir mesmo após as eleições. Ele agora tem outras funções, mas mantém acessa a chama, o entusiasmo e a interação com seus eleitores.

A estratégia da campanha de Barack Obama e sua aplicação às eleições brasileiras de 2010 vão muito além deste artigo. Mas ele serve para lhe dar uma visão ampla do que pode ser feito. Se você quer um conselho final: Não espere, comece já. Quanto antes você iniciar, menos recursos vai investir e melhor será o resultado.

via: imasters/claudio torres

assinatura_blog

Por que as áreas de tecnologia são consideradas gargalos na maioria das empresas?

Gargalos são restrições lógicas (regulamentação, compliance) ou físicas (pessoas, espaço) de processos que limitam o desempenho da organização e tornam a vida daqueles que demandam um inferno. Como toda organização tem pelo menos uma restrição que limita a performance, existe sempre a possibilidade de a área de tecnologia ser o gargalo. E esta possui, com frequência, gargalos em todos os seus processos, muitos dos quais são gerados desnecessariamente pela própria área ou são específicos da técnica, da tecnologia da informação.

A Tecnologia da Informação é complexa e a sua incerteza aumenta muito o risco daqueles que executam e planejam TI. Portanto, um processo tecnológico tem maior possibilidade de falhar quando comparado a similares de outras áreas de suporte como a jurídica e contábil, por exemplo.

Essas falhas se somam e geram no dia-a-dia gargalos pontuais que desgastam o relacionamento com os clientes:

  • Ausência de padrões de arquitetura, o que retarda a escolha de soluções. Exemplo: elaboração de soluções para produtos.
  • Desvio contínuo entre a capacidade de entrega e demanda, que causa demora no início das execuções. Exemplo: manutenção de software.
  • Projetos de alto risco que surpreendem os clientes internos com falhas técnicas. Exemplo: problemas de comunicação entre middleware.
  • Processos lentos de suporte que atrasam e infernizam o usuário. Exemplos: instalação de software.
  • Processos restritivos de segurança que engessam atividades supostamente simples. Exemplos: liberação de acessos.
  • Demora na avaliação de soluções que reduz a competitividade da área de vendas. Exemplo: suporte para a área comercial na elaboração de propostas.
  • Business cases parados no financeiro sem o cliente ficar sabendo. Exemplo: propostas de novos produtos.
  • Falta de definição dos serviços de TI, o que dificulta o início do serviço. Exemplo: como fazer para solicitar a compra de um software.

A análise detalhada dos problemas indica que eles têm em comum a má gestão de processos, inclusive de riscos, e a falta de comunicação. A percepção de gargalo aumenta muito quando TI não informa com quem está a demanda. Assim, o usuário busca sem sucesso a situação do seu pedido, do seu projeto, e o fluxo de trabalho não comunicado vira gargalo.

Os problemas relacionados à gestão da tecnologia pesam na percepção de gargalo, mas existe um outro fato relevante: o volume de demandas geralmente é superior, e muito, à capacidade de entrega de TI, pois tudo depende de tecnologia. Os gargalos são uma consequência dessa diferença. Muitas ideias de produtos ou melhorias acabam não se convertendo em projetos devido a restrições de capacidade interna. Porém, se a gestão é eficiente, o gargalo encontra-se  na área financeira, que não libera mais recursos, ou na infraestrutura, mais capacidade. Isto é difícil de demonstrar pois as áreas usuárias sempre têm a sensação de que TI trabalha com capacidade ociosa.

Podemos concluir que as particularidades de TI, quando mal gestionadas, e o grande desvio entre a demanda e capacidade de entrega, causam uma percepção de gargalo na maioria das empresas. Todavia, estes dois ingredientes alimentam as desculpas dos profissionais que demandam e não conseguem entregar devido a suas próprias falhas ou gargalos. Os maus profissionais utilizam os gargalos de TI como causa para as suas deficiências. Esta confusão proposital é uma falácia chamada de falsa causa e é comumente aplicada contra as áreas de tecnologia. Mas só cai nela quem quer.

Apesar de não haver uma pesquisa sobre o tema, é razoável considerar que a maioria das empresas considera as áreas de tecnologia como gargalos. Como a dependência das empresas com relação à tecnologia aumenta ano após ano, a percepção só tende a aumentar, se nada for feito para administrá-los.

Fonte: Imasters-Paulo Farias

A verdade sobre a Microsoft e suas demissões

33981-ms0

Embora no último trimestre a Microsoft tenha faturado 2% a mais do que o mesmo período do ano passado, o lucro e os resultados fiscais foram abaixo do esperado, e empresa anunciou cortes de gastos e demissões. Os resultados ruins e as demissões da Microsoft alimentaram a mídia nos últimos dias, e como era de se esperar, muitos sites publicaram muita bobagem sobre o assunto.

Abaixo estão algumas informações mais reais e menos fantasiosas sobre o que acontece com a Microsoft:

1. Por causa da recessão econômica, a venda de PCs com Windows pré-instalado despencou nos últimos meses. Como boa parte do faturamento e lucro da Microsoft vem daí, as consequências disso são óbvias: menos computadores vendidos significa menos licenças OEM vendidas, gerando menos faturamento e lucro nesta área.

Alguns jornalistas alegam que o Windows Vista é o culpado pela queda do faturamento, mas isso não faz sentido algum: se ele fosse culpado pela queda do faturamento, isso teria acontecido depois do seu lançamento em 2007 – e não somente agora, em 2009. A queda de vendas de desktops e notebooks teve motivo puramente econômico, e não por causa da versão do Windows utilizada neles. Outra prova disso é que a venda comercial (nas lojas) do Windows Vista aumentou 19% em relação ao trimestre anterior.

2. Os resultados fiscais da Microsoft foram abaixo do esperado, pois no último trimestre ela faturou US$ 900 milhões a menos do que o previsto. Embora isso pareça muito, não é, pois no último ano fiscal ela faturou mais de US$ 60 bilhões. Os US$ 900 milhões representam apenas 1,5% do total, e numericamente equivaler à paralisação do faturamento por 5 dias durante todos os 365 dias do ano.

O que preocupou o mercado não foi o valor em si, mas sim a Microsoft apresentar uma queda de faturamento, algo inédito nos seus 34 anos de existência. Evidentemente em uma época de recessão, as empresas venderão menos, e a Microsoft não está imune a isso. A queda nas vendas, faturamento e lucro acontecerá em praticamente todas as empresa durante este ano. Quem ainda não foi afetada, será nos próximos meses.

3. Como qualquer empresa que quer cortar custos, a Microsoft diminuiu a sua verba de marketing, congelou os salários dos funcionários, e implantou medidas para economizar 20% nos custos de viagens dos seus funcionários e vendedores. As medidas visam economizar US$ 1,5 bilhão neste ano, mas os clientes e profissionais que trabalham com produtos Microsoft não sentirão nenhuma diferença (muito menos aqui no Brasil).

Outros cortes de gastos para este ano estão longe da vista do público, como o adiamento da construção de um super-datacenter de US$ 500 milhões em uma área de 170 mil metros quadrados na cidade de Des Moines nos EUA (embora a construção do datacenter em Chicago e em Dublin, na Irlanda, continuará normalmente). Aliás, não foi só a Microsoft que adiou a construção de datacenter: no final do ano passado, o Google também adiou a construção de um imenso datacenter em Oklahoma.

4. A Microsoft tem 91 mil funcionários e somente 1.400 foram dispensados. Nenhum deles na área de Windows. As duas áreas mais afetadas foram a do Flight Simulator (com o fechamento da Aces Game Studio, parte do Microsoft Game Studio (MGS) responsável por esse game) e a área de Entretenimento e Periféricos (Windows Mobile, XBOX e Zune), que teve o seu time reduzido.

Nenhum produto ou serviço será afetado, pois as demissões visaram “enxugar” as equipes. No caso do Flight Simulator, ele continuará a ser desenvolvido por outras equipes da MGS.

5. A Microsoft planeja dispensar mais 3.600 funcionários em 18 meses (cerca de 200 funcionários/mês), sendo que a maioria são funcionários terceirizados. Isso não é nada para uma empresa com mais de 90 mil funcionários, e neste mesmo período serão contratados alguns milhares de novos funcionários para novas áreas, como a área de busca.

É importante lembrar que há anos a Microsoft contrata em média 7 mil novos funcionários por ano, e a partir desse ano a empresa continuará contratando, mas em menor número.

6. Este ano será lançado o Windows 7, no ano que vem será lançado o Office 14, e no lançamento de novas versões destes produtos há um aumento considerável de receita e lucro. E o Windows 7 será especialmente lucrativo para a Microsoft, por três motivos:

1)  Muitas empresas migrarão do XP para o Windows 7, ao invés de migrarem do XP para o Vista. Os principais fatores são os requerimentos, drivers e performance.

Requerimentos: como o Windows 7 tem os mesmos requerimentos de hardware do Windows Vista, não há mais a necessidade de upgrade de hardware. Isso era necessário em 2006, quando o Vista foi lançado, e foi uma das principais reclamações do mercado.

Drivers: todos os drivers de periféricos do Vista funcionarão no Windows 7. Com isso, evita-se problemas de incompatibilidade de periféricos com o sistema operacional, e praticamente todos os periféricos lançados nos últimos anos funcionarão no Windows 7.

Performance: a Microsoft ouviu as reclamações do mercado e está criando o Windows 7 de maneira que ele seja muito mais rápido do que o Vista, e mais rápido do que o XP. E ela está no caminho certo: recentemente o site ZDNET realizou 46 testes de desempenho, comparando XP x Vista x Windows 7, e o Windows 7 venceu 42 deles. Leia mais aqui.

2) Os netbooks estão vendendo milhões de unidades no mundo todo, mas a Microsoft lucra pouco com eles.

Como muitos estão comprando netbooks (pequenos notebooks que vêm com Windows XP pré-instalado) ao invés de notebooks (modelos tradicionais que vêm com Windows Vista pré-instalado), o lucro da Microsoft é muito menor, pois a licença do XP é mais barata do que a licença do Vista.

Quando o Windows 7 for lançado, isso acabará, pois a partir desse dia todos os netbooks usarão este sistema operacional (pois haverá uma versão dele destinada especificamente a netbooks), gerando mais lucro para a Microsoft e mais benefícios para os usuários.

3) Usuários comuns que usam Windows XP migrarão para o Windows 7, pois atualmente muitos usuários do XP não vêem vantagem em migrar para o Vista, e também reclamam que o Vista é lento. Com o Windows 7 será diferente, pois estes usuários ficarão satisfeitos em ter um sistema operacional tão ou mais rápido do que o XP, e com todos os benefícios do Vista (mais segurança, aplicações e compatibilidade).

Lembre-se que o Windows XP foi lançado em 2001, e daqui dois anos ele completará uma década no mercado (!!), sofrendo problemas de suporte, compatibilidade com aplicações recentes e drivers de periféricos, algo natural para um sistema operacional tão antigo.

Obs: muitos adoram o Vista e jamais voltariam para o XP, mas críticos do Windows (qualquer versão) não adoram nada. E mesmo para eles, os reviews do Windows 7 têm sido excelentes. Até mesmo o fundador o Ubuntu e muitos usuários de Mac elogiaram o Windows 7, enquanto o The Wall Street Journal publicou que o “Windows 7 faz o Vista ‘comer poeira’e o New York Times publicou que usuários que odeiam o Vista devem gostar do Windows 7. Nada mal para um sistema operacional que está na fase inicial de testes e sequer foi otimizado..

5. A área de servidores da Microsoft vai muito bem, tendo crescido 15% nos últimos três meses: as empresas continuam comprando e implantando Windows Server 2008, Hyper-V, System Center e SharePoint. Um detalhe importante é que o crescimento da área de servidores da Microsoft têm sido superior a 10% há anos, e isso não mudou com a recessão.

6. O X-BOX também vai muito bem: houve um crescimento de 3%, e foram vendidos 6 milhões de consoles (mais do dobro de vendas do Playstation 3) no último trimestre. Além disso, em algumas semanas o número total de consoles de XBOX 360 ultrapassará 30 milhões, há 17 milhões de usuários pagantes do XBOX Live e neste ano serão lançados duas novas versões do Halo 3.

O Halo 3 é um dos jogos mais lucrativos da Microsoft: no dia do seu lançamento ele gerou US$ 170 milhões, 12 dias depois já haviam sido vendidos 3,3 milhões de cópias, e a venda mensal de consoles XBOX 360 dobrou nos meses seguintes ao seu lançamento.

Há mais de um bilhão de usuários de Windows no mundo todo, e esse número continua crescendo. Neste momento, aonde quer que você esteja lendo este artigo (em casa ou no trabalho), certamente há outro computador com Windows em um raio de 50 metros daí. E isso não mudará. 

Mesmo que em 2009 a Microsoft tenha um crescimento menor do que o previsto no ano passado (como é de se esperar em qualquer empresa em um mercado em recessão) e fature menos de US$ 60 bilhões, isso está muito longe do exagero e pessimismo da “mídia especializada”, que prevê uma catástrofe na Microsoft, o fim dela, “a queda do império”, o fim do Windows, e um monte de baboseiras similares…

ONDE: MSNTECNOLOGIA

:: LUCIANA COSTA ::

Com a crise, a TI brasileira está imune?

Oi Pessoal,

Tudo bem?  Ainda estou tentando entender (como muitos brasileiros) uma incógnita chamada crise mundial.

Como sabemos a crise está declarada de ponta a ponta do mundo. Na TI global não é diferente!

Basta acompanhar jornais anunciando pelo mundo a fora milhares de demissões (inclusive em grande corporações).

No Brasil  os rumores existem mas creio ser ainda pequenos. Será que a crise ainda não chegou? Será que a economia brasileira está sólida? Ou será que sentiremos tal impacto pós governo Lula (que em minha opinião tem aprovação – até o momento).

PS.: Não sou petista, nem sou adepta a nenhum partido político apenas devo reconhecer que … como cidadã a atual economia está fortalecida. O Brasil está produzindo e mesmo diante de um  anúncio de uma crise global o nosso país ainda produziu mais do que em 2007 –  (não sou especialista em economia, mas creio ser um indicador positivo). E até o momento não senti efeitos da crise ao meu redor – (opinião particular – sem ser esgoísta).

Porém, “somos noticiados” que a indústria brasileira hora anuncia férias coletivas, hora anuncia demissões. Mas ressalto que …  por mais demissões que tenhamos por aqui, talvez em outros tempos, outras economias estaríamos “com a corda de aço no pescoço”. De uma forma ou de outra conseguimos driblar o cenário (que particularmente quando leio nos jornais) parece ser maior do que a própria realidade indica.

A previsão de 2008 era alavancar a área de TI para R$ 60 bilhões – mercado altamente lucrativo.

 Agora imagine, na TI temos vagas em abundância (vagas SOBRANDO – incrível, né?) uma vez que a mão de obra (pessoal) não tem qualificação… quando não… tem qualificação mas não atende ao perfil que a empresa busca. Mas deixo claro que tal sobra de vagas, não implica em não ter demissões. Empresas de TI pelo mundo também estão anunciando planos de demissões. Mas a busca por experts em TI continua.

Acredito no mercado de TI (no entanto que estou nele e sobrevivo deste barco) porém quero transmitir que tendo crise ou não nunca devemos deixar “o sino parar de tocar“.

Creio em nossa economia, em nossos governantes, em nosso presidente e sua equipe (por mais estranho que pareça a quem está lendo), creio em um cara que se tornou  a “esperança” – Barack Obama. Temos que ser otimistas.

E aprender que mesmo que a crise venha a se fortalecer… é nela que conseguimos descobrir novas oportunidades, novos desafios, novos projetos.

Lendo um material na internet… me deparei com este texto:

Ainda que fundamentalmente financeira, toda crise também tem uma grande parcela de fatores psicológicos, de humor, confiança, quantidade de oferta de boas notícias em tempos ruins. A área de TI no Brasil e seu mercado têm colaborado, segurando suas posições e acreditando ao menos na manutenção da demanda atual. Existe ainda o “fator Obama” no ar, gerador de esperança e grande promessa de reação americana no médio prazo.

Eu acredito muito que nosso guarda-chuva aguentará bem até as aberturas de sol projetadas para 2010. (Rubens de Souza-Imasters)

Mãos a obra!!!

::LUCIANA COSTA::

Ação 100% digital da Chevrolet impacta 17 milhões

chev2

A Chevrolet comemora os resultados da primeira campanha 100% digital da indústria automotiva brasileira, a Prisma Jump, ação realizada de junho a outubro deste ano.

A campanha resgatou o conceito das primeiras peças publicitárias e filmes do Prisma que, inspiradas no espírito de ascensão, convidavam os consumidores a projetar no modelo sua primeira grande conquista.

Com a missão de consolidar relação com os consumidores digitais, a campanha para o Prisma incluiu um vasto leque de ações integradas: um hot site, um blog, um advergame, leilões virtuais, webvídeos, widgets e publicidade on-line rich media, por meio de links patrocinados, e-mail marketing, banners em portais verticais e horizontais, além da aproximação e interação com heavy users, blogueiros e integrantes de redes sociais como Orkut, YouTube e Flickr.

Números da campanha:

– 17 milhões de usuários únicos impactados, cerca de 25% da audiência web no Brasil
– 411 mil visitantes únicos
– 16,9 mil cadastros qualificados
– 6’30” de tempo médio de navegação

Fonte: AddNews

:: LUCIANA COSTA ::

Governo dá R$ 1 milhão para alavancar setor de games no Brasil

da Folha Online

A indústria de games brasileira, que hoje tem uma participação mínima no mercado mundial, vai ganhar um “empurrão” de R$ 1,074 milhão do governo para ganhar fôlego. O Ministério da Cultura publicou nesta sexta-feira (5) no “Diário Oficial da União” a portaria que cria o programa BR Games, para fomentar a produção de jogos no país.

No ano que vem, o programa vai selecionar dez projetos para a produção de demos jogáveis –espécie de piloto do game, com poucas fases. A idéia é que esses embriões sejam apresentados a produtoras estrangeiras, para lançamento oficial.

Sete projetos desenvolvidos por pessoas físicas vão receber R$ 70 mil cada para produzir as demos, e três empresas já estabelecidas no mercado ganharão R$ 112 mil para a produção –neste caso, o orçamento total deve ser de R$ 140 mil e o governo vai bancar 80% dos custos. Haverá outros incentivos para facilitar a vida comercial dos projetos.

Stefano Paltera/AP

08340308Setor de games movimenta US$ 50 bilhões por ano no mundo, mas só US$ 350 milhões no Brasil

A seleção será feita por um comitê organizado pela Secretaria do Audiovisual do ministério, com participação de órgãos como a Sociedade Brasileira para Promoção da Exportação de Software (Softex) e a Abragames (Associação Brasileira de Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos).

Obrigatoriamente, os selecionados pelo programa devem tentar uma carreira mundial para suas demos: a participação em uma feira no exterior é um dos requisitos para receber a última das parcelas do investimento. Além disso, a questão do potencial internacional da produção será um dos critérios usados pela comissão para fazer a seleção.

“Esse é o começo de um processo para o desenvolvimento da nossa indústria de jogos, com base em fomento público e co-produção internacional”, afirma Maurício Hirata, coordenador geral de televisão e novas mídias da Secretaria do Audiovisual.

Correndo atrás

O objetivo do programa, afirma o governo, é fazer com que o Brasil “não fique para trás” em um mercado que ganha cada vez mais força no mundo. Em países como os do Reino Unido, a indústria de games deve se tornar a principal forma de entretenimento, ultrapassando música e vídeos (como DVDs).

Uma pesquisa do Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação) indica que 17% dos domicílios brasileiros têm um console para jogos –para TV por assinatura, esse índice é de 7%. O número de potenciais jogadores é maior, já que, segundo os dados do estudo, 24% das residências brasileiras têm computador de mesa, os laptops estão em 1% das casas e 74% têm celular.

O diagnóstico é que o Brasil é um grande consumidor de games, mas tem participação muito pequena no que se refere à produção. Dados da Abragames, associação que representa o setor, indicam que o setor fatura US$ 350 milhões por ano no país. No mundo, esse valor chega a US$ 50 bilhões.

“Precisamos de alternativas brasileiras de jogos, que dialoguem com a nossa cultura. Não dá para ter preconceito com os jogos, porque o impacto deles é muito grande na sociedade”, diz Hirata.

As inscrições devem começar em 16 de janeiro, com duração até o fim de fevereiro. O resultado da seleção, que terá duas etapas, deve ser divulgado em 15 de maio.

:: LUCIANA COSTA ::