Estudo do YouTube mostra que crianças estão ‘a três cliques’ de conteúdo explícito

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Crianças que assistem a videoclipes de programas como “Vila Sésamo e “Peppa Pig” no YouTube estão a em média três cliques de distância de conteúdo adulto explícito veiculado no site, o que inclui nudez e violência, de acordo com uma pesquisa.

Um estudo divulgado como parte do Dia da Segurança na Internet, terça-feira (5), constatou que imagens explícitas estão disponíveis para crianças que assistem a vídeos extraídos de programas infantis populares.

Em um dos casos, o usuário do YouTube estava a apenas dois cliques de distância de um clipe que mostra um parto, partindo de um vídeo de “Vila Sésamo”, afirmou a companhia de segurança na computação Kaspersky, que conduziu a pesquisa. A lista de vídeos recomendados, exibida na barra direita da página ao lado do vídeo que está sendo assistido, oferecia um caminho que conduz a conteúdo explícito, constataram os pesquisadores.

Um estudo separado envolvendo 24 mil jovens constatou que 27% das crianças entre sete e 11 anos e quase metade dos jovens entre os 11 e os 19 anos haviam encontrado algo que consideram “doloroso ou desagradável” online nos últimos 12 meses.

A pesquisa vai sublinhar as crescentes preocupações quanto à falta de proteções robustas para as crianças no ciberespaço.

PROTEÇÃO

O ministro britânico da Criança, Edward Timpson, disse que “sabemos como é importante que os jovens fiquem seguros e que contem com apoio no seu uso da internet, e que os pais possam confiar em que seus filhos estão protegidos contra conteúdo prejudicial”.

“Já demos passos importantes para tornar o acesso à internet menos perigoso para as famílias, e continuaremos a trabalhar com o setor, com os pais e com os jovens para criar uma internet ainda mais segura no futuro”, afirmou.

O estudo da Kaspersky sobre o YouTube oferece diversos exemplos que mostram que crianças estão a entre dois e quatro cliques de conteúdo possivelmente reprovável, no mais popular site mundial de vídeo. Em um caso, um vídeo musical que mostrava armas e continha palavrões estava a dois cliques de um clipe do Rastamouse, para quem seguisse as listas de vídeos sugeridos do YouTube.

“É preocupante perceber o quanto é simples para uma criança encontrar vídeos com conteúdo adulto no YouTube”, disse David Emm, pesquisador sênior de segurança da Kaspersky Lab.

O YouTube dispõe de um modo de segurança que pode bloquear conteúdo indevido, por exemplo material pornográfico ou comentários obscenos. O Google admite que o recurso de segurança não tem “100% de precisão” porque depende em parte de que usuários classifiquem os vídeos como inapropriados, para que o sistema funcione.

SÓ MAIORES DE 13

Como o Facebook, o YouTube recomenda que o site só seja usado por usuários com pelo menos 13 anos de idade. Mas as duas empresas reconhecem que não há como garantir que isso aconteça.

A pesquisa entre 24 mil jovens, conduzida pelo UK Safer Internet Centre, constatou que mais de um terço das crianças de sete anos de idade e 45% dos jovens entre os 16 e 19 anos afirmam não ter sido instruídos sobre como preservar sua segurança online.

Emm, da Kaspersky, disse que a pesquisa sobre o YouTube destaca o potencial perigo de permitir que crianças usem a internet desacompanhadas. “A facilidade de acesso a conteúdo inapropriado na internet é parte do debate mais amplo sobre o possível controle ou censura da internet”, disse.

YOUTUBE E  ‘SERIEDADE’

Um porta-voz do YouTube afirmou que “encaramos com muita seriedade a segurança em nossa plataformas, e trabalhamos em estreito contato com organizações de caridade, outras empresas do setor e instituições governamentais para proteger os jovens”.

“O YouTube oferece diversos recursos a pais e educadores, como um currículo online e ferramentas como o modo de segurança, que os pais podem usar para filtrar conteúdo e comentários a que objetem”, disse o porta-voz.

Alguns provedores de internet oferecem aos pais recursos para filtrar material inapropriado, a exemplo de vídeos violentos ou pornográficos, como modo padrão de operação. A BT, maior provedora de acesso à internet no Reino Unido, conta com controles de proteção familiar capazes de filtrar conteúdo do YouTube e bloquear sites inapropriados. O pacote HomeSafe, da TalkTalk, é usado por 460 mil dos cinco milhões de assinantes do provedor.

fonte:folhaonline

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