Em 40 anos, internet passou de troca de dados sem sentido à revolução da humanidade

A internet, palco de conversa descentralizada e portátil, tem mais de 1,5 bilhão de usuários atualmente. Pelo microblog Twitter, um dos mais recentes capítulos dessa trajetória, iranianos protestam contra eleições, brasileiros pedem a renúncia de Sarney e críticos de moda comentam desfiles com seus celulares. E o bordão –tudo ao mesmo tempo agora– vai ganhando cada vez mais sentido.

Mas essa história começou quando dois computadores na UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) trocavam dados sem sentido em um teste da Arpanet, uma rede militar experimental. Era 2 de setembro de 1969.

Semanas depois, em 29 de outubro, o servidor da UCLA “falou” pela primeira vez com um segundo servidor localizado 400 milhas ao norte, no Instituto de Pesquisa de Stanford.

Em um artigo para o site GCN (Government Computer News), o editor Wyatt Kash nota que muitos ainda se lembram desse ano como um tempo em que redes sociais significavam viajar para Woodstock.

As tecnologias que mais impressionavam na época, acrescenta ele, eram as que permitiam ao mundo ver os primeiros passos do ser humano na Lua.

Estratégias militares

Assim como uma “guerra espacial” conduziu a certas tecnologias, foi também uma estratégia militar que deu impulso à ideia de quebrar informação em pacotes e direcioná-los para um destino ao longo de diferentes percursos.

Mas Robert Kahn, então engenheiro da BBN, percebeu que a nova plataforma seria inútil sem instruções para conectar a informação com os sistemas operacionais e aplicações de cada computador.

Foi essa preocupação que deu origem ao TCP/IP (Protocolo de Controle de Transmissão e Protocolo de Internet), a estrutura de conexão que pavimentou o caminho para a interligação dos computadores.

Isso levou a diversos impactos na cultura, negócios, política e sociedade. Um exemplo marcante foi o surgimento do Napster, há cerca de 10 anos. Foi ele que popularizou o compartilhamento de arquivos de música e levou a um novo modelo de consumo da cultura, o que incomoda até hoje a indústria fonográfica.

O spam também veio: em 1994, dois advogados da área de imigração o apresentaram ao mundo, ao fazer propaganda de seus serviços de “green card lottery” –programa de distribuição de vistos norte-americanos. E incomodou tanto que, de acordo com compilação de Simon Jeffery, do jornal britânico “Guardian”, em 2005, pela primeira vez alguém foi até condenado por mandar spam: Jeremy Jaynes a nove anos de prisão e sua irmã, Jessica DeGroot, a pagar uma multa de 7,5 mil libras.

fonte: folhaonline

:: LUCIANA COSTA::

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