Gestão de Pessoas – Parte 01

Por: Luciana Costa – Publicado no Imasters e Yahoo

Aviso: Proibida a cópia parcial ou integral deste artigo sem autorização prévia e oficial da autora. 

Este é um assunto que, particularmente, tenho especial atenção e que gosto muito (sem esquecer da minha atividade-fim que amo com a mesma intensidade).

Acredito que todo profissional, indiferente da área em que atua, deveria experimentar, além de sua especialidade (no meu caso a Tecnologia da Informação), um pouquinho do paladar da Administração.

Percebo que muitos profissionais da nossa área preenchem suas carreiras com cursos técnicos, certificações, etc. Veja bem, não estou dizendo que não é importante, muito pelo contrário, devemos sim, movimentar a carreira com cursos complementares, mas o que quero lhe dizer, é que, muitos esquecem que a Administração lhe faz enxergar a empresa além da TI. Esta ciência torna-lhe um profissional mais completo. Lembrando que somos parte das pessoas que compõem uma organização.

A idéia aqui é mostrar um pouco sobre Gestão de Pessoas, um assunto tão em evidência. Basta olhar nas livrarias na área de Administração e você perceberá inúmeras bibliografias com este assunto.

Vamos lá, então!

Para entendermos melhor, há tempos atrás, o departamento de RH atuava de forma mecanicista, onde a visão do empregado prevalecia à obediência e a execução da tarefa, e ao chefe, o controle centralizado. Hoje o cenário é diferente: os empregados são chamados de colaboradores, e os chefes de gestores.

Vejamos:

01. Empregado: aquele que tem um emprego.
02. Colaborador: aquele que colabora.
03. Chefe: o principal entre outros; o encarregado de dirigir um serviço;
04. Gestor: do latim gestore – gerente; administrador de bens alheios.

Se analisarmos, é verdade! A área de Recursos Humanos deixou (ou pelo menos deveria deixar) de ser um mero departamento de pessoal para se tornar o personagem principal de transformação dentro da organização.

Bem, você já parou pra pensar que hoje a realidade é a sociedade do conhecimento, onde o talento humano é visto como fator competitivo no mercado globalizado. Se analisarmos, perceberemos que o papel do colaborador é mais participativo, ele tem maior autonomia em suas atividades, cooperação nas decisões com seus gestores, facilidade na interação, aprendizagem, conhecem a empresa e participam dos negócios.

Pode-se concluir então, que gerir pessoas não é mais um fator de uma visão mecanicista, sistemática, metódica, ou mesmo sinônimo de controle, tarefa e obediência. É discutir e entender o disparate entre as técnicas tidas como obsoletas (tradicionais) com as modernas (gestão da participação e do conhecimento).

A realidade tem se mostrado bem mais positiva e otimista para muitas organizações: Gestão de pessoas é, hoje, participação, capacitação, envolvimento e desenvolvimento do bem mais precioso de uma organização: o capital humano, que nada mais são que pessoas que a compõe.

É o resgate do papel do ser humano na organização, é torná-los competentes para atuar em suas atividades. Eu disse atividades e não tarefas!

E vou mais longe: é com este cenário que as organizações devem ter a visão de que o capital humano será seu grande diferencial: sinônimo de vantagem competitiva. E com isto surge um novo conceito em gestão de pessoas, batizado pelos grandes mestres da Administração de RH de business-to-employee ou B2E.

As organizações acreditavam que a tendência, em linhas gerais, sempre foi gerir negócios. Concordo em parte! Mas hoje, o fator que move realmente a regra do negócio é justamente o capital humano.

Trata-se então de enxergarmos que a real vantagem competitiva no mercado não está somente representada no financeiro ou nos altos investimentos em tecnologia, entre outros exemplos que poderíamos citar e sim nas pessoas que compõem a organização, que movimentam tudo isto no cotidiano.

“As empresas de sucesso no século XXI serão aquelas que conseguirem captar, armazenar e alavancar melhor o que seus empregados sabem.” Lewis Platt – CEO da HP.

“As pessoas não aparecem no balanço patrimonial no final do mês ou do ano na organização, mas o impacto no desempenho por elas realizado é significativo”.

Deixo aqui dois questionamentos para reflexão.

Sua organização atua em Gestão de Pessoas? Você é um capital humano dentro da organização?

Mas lembre-se que não devemos esperar somente do RH, “O mundo corporativo já procura pessoas com competências para desenvolver suas próprias competências” – como diz Luciana Fuoco.

Mas isto já é um novo assunto para os próximos artigos.

Ate lá!

Luciana Costa

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